Cem mil são esperados na capital de Rondônia, que tem menos de 2% de saneamento.
A construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira deve atrair até 100 mil pessoas para Rondônia nos próximos anos. Se chegassem hoje, elas encontrariam uma cidade com menos de 2% de saneamento básico e com uma periferia inchada e já bastante carente.
"No verão a gente ficava sem água, o poço secava, e no inverno a água ficava barrenta, suja, não dava para beber. Às vezes a gente bebia e dava dor de barriga", conta o ajudante de servente Valdinei da Silva Teixeira, de 29 anos, que agora está morando na casa do patrão.
O secretário de Planejamento, Israel Xavier Batista, diz que o município usará os recursos que virão com as usinas justamente para melhorar a vida de pessoas como Valdinei, com obras de saneamento básico e melhoras na infra-estrutura urbana.
Para a promotora de Justiça Aidee Moser Torquato Luiz, porém, sem planejamento do poder público, as obras poderão agravar uma situação que já é complicada.
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